A tecnologia de impressão 3D tem se desenvolvido a uma velocidade enorme e, ano após ano, novas formas vêm surgindo para atender diferentes necessidades da indústria. Conhecer essas opções é importante para acertar na escolha do que melhor se encaixa na necessidade da sua empresa. Aqui vamos abordar apenas impressão 3D em plastico, para metal e cerâmica acompanhe nossos posts futuros!

1. Filamento Plástico (FDM/FFF)

A tecnologia FFF (Fused Filament Fabrication) é a mais simples e barata dentre as de impressão 3D em plástico. Por isso é a mais desenvolvida mundialmente. Ela usa uma bobina de filamento plástico como material base. Esse filamento é puxado e aquecido no bico extrusor da impressora. O bico passa pela mesa depositando-o, camada por camada, construindo assim a peça.

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É bastante simples de usar, de entender e de projetar para ela. Em pouco tempo é possível conseguir resultados muito bons.

A FFF é talvez a tecnologia com maior variedade de materiais disponíveis. Desde plásticos flexíveis até aqueles de alta resistência mecânica como Nylon. Existe uma variedade grande de materiais desenvolvidos e uma tão grande quanto em desenvolvimento. Entre eles o Limoneno, que é solúvel em água e, por isso, permite imprimir suportes fáceis de serem removidos.

Além disso, a FFF é a tecnologia que menos necessita de pós tratamento. É necessário apenas remoção de suporte e polimento se a aparência da peça for muito importante. Ao se projetar componentes mecânicos muito solicitados tanto nela quanto para SLA é necessário se atentar à direção de impressão. A direção das camadas é ligeiramente menos resistente que as outras duas.

2. Estereolitografia (SLA)

A impressão por SLA é mais complexa em termos de material e pós processamento, mas tem um grau de detalhamento incrível. É uma ótima opção quando a apresentação da peça impressa é fundamental.

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Ela usa uma resina líquida que se polimeriza em contato com a luz. Para o processo de impressão a mesa é mergulhada nessa resina, deixando uma fina camada entre ela e o fundo da máquina. No fundo da máquina ficam lasers que escaneiam a resina em pontos específicos causando seu endurecimento. Uma vez que o escaneamento é concluído a mesa sobe abrindo espaço para a resina preencher o que vai se tornar a próxima camada da peça.

O manuseio dela é complicado especialmente em função da resina que tem um cheiro forte e geralmente não deve entrar em contato com a pele, requerendo uso de luvas. O pós tratamento dela também é mais extenso necessitando de tempo para que toda a resina não solidificada escorra, remoção de suporte quando houver e cura sob luz ultravioleta.

3. Sinterização Seletiva por Laser (SLS)

O processo SLS (Selective Laser Sintering) usa um pó plástico para construção. Primeiramente, esse pó é depositado sobre a mesa de impressão em uma fina camada. Então o laser escaneia a mesa sinterizando o pó nas regiões em que deve haver peça. Terminado esse processo, a mesa desce, uma nova camada de pó é depositada sobre a anterior e o processo recomeça.

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As grandes vantagem do processo são peças com propriedades mecânicas isotrópicas, isto é, iguais em todas as direções e não precisa de estruturas de suporte para a impressão. Porém, o equipamento é grande, o pó fino é caro e perigoso se inalado e o pós processamento trabalhoso. Será preciso separar o pó não sinterizado da peça com um pincel.

O pó não sinterizado nos arredores da peça passa por um ciclo térmico e precisa passar por uma estação de reciclagem para poder ser reutilizado, que também é cara.

Se quiser saber o que você pode fazer com esses tipos de impressão, confira esse outro post.


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